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Proprietário da Bicicletaria Imperial, no centro de União da Vitória, Claudinei Grochowski é um entusiasta da bicicleta como meio de transporte saudável e que melhora a qualidade de vida das pessoas, idealizador da Associação de Ciclismo Vale do Iguaçu (Acivi). Contudo, assim como a sugestão do cadastro de bicicletas, que não recebeu atenção, mais uma de suas frustrações é não conseguir encontrar mais pessoas com a mesma disposição para lutar por esse objetivo. “Eu pedalo e participo de competições há mais ou menos 18 anos. Abri a loja e comecei a organizar competições; automaticamente, esse se tornou o meu esporte”, conta. A associação criada por Claudinei foi constituída de forma legal, possui Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e toda documentação pertinente. Segundo ele, a Acivi até recebeu da Prefeitura Municipal de União da Vitória o título de órgão de utilidade pública. De acordo com seu estatuto, a associação foi criada em setembro de 2000, e tem como um dos principais objetivos reunir um grupo de pessoas para criar eventos e incentivar o esporte de um modo geral, e principalmente os ligados à bicicleta, desde o passeio até o mais alto nível de competição. Grochowski conta que até já conseguiu juntar equipes para competições, contudo não consegue manter um grupo atuante na associação. Segundo ele, as pessoas não querem se comprometer e ter responsabilidades com isso. O jovem idealista já tentou fazer campanhas para juntar mais membros para a Acivi, com uma mensalidade que ofereceria algumas vantagens aos participantes, entre outras. Contudo, ele mesmo fala que é difícil manter um mesmo grupo de pessoas por mais de um ano em um mesmo objetivo, e o fato de cobrar mensalidade também não foi visto como vantagem. “Com tudo o que tem a ver com dinheiro as pessoas já parecem traumatizadas, não querem se envolver. Eles preferem pagar mais para participar de competições durante o ano do que pagar uma mensalidade menor, que traria vantagens de descontos nas inscrições para competições”, queixa-se. Grochowski pensa que isso acontece, talvez, porque a maior parte dos envolvidos nesse tipo de competições são meninos muito jovens, que não sabem se vão-se manter competindo no próximo ano, por isso não querem se envolver nem se comprometer em pagar mensalidades. “Se houvesse o mínimo do mínimo em participações e recursos, nós teríamos a melhor equipe do país, aqui. Em questão de resultados, em provas ganharia de muitas equipes grandes com grandes patrocínios, com certeza. A gente tem muito atleta bom por aí”, diz. Grochowski reúne semanalmente, aos sábados, uma equipe para treinar mountain bike e promove campeonatos sempre que possível. O treino é aberto para qualquer um, independente de ser ciclista, ter equipamento ou não. Os projetos que ele vem desenvolvendo, como campeonatos de mountain bike, têm sido patrocinados quase integralmente pela bicicletaria. É cobrada uma pequena taxa dos participantes, mas os iniciantes e carentes nem pagam para participar. Certamente, um dos motivos que o faz continuar é o amor pelo esporte. |
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