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Muitos ciclistas passam pelas ciclovias do mundo, diariamente. Muitos deles, várias vezes por dia. E eles pensam, e cantam, muitas não pensam, mas observam, e vivem a cidade onde moram pedalando uma bicicleta. E isso é possível porque há mais de 500 anos um inventor observou a sua volta com um olhar diferente e pensou que poderia criar algum veículo para facilitar a vida daqueles que caminhavam demais. Em Porto União, região do Planalto Norte de Santa Catarina, com 32.466 habitantes, há cerca de cinco quilômetros de ciclovias construídas e, de acordo com o presidente do Conselho Municipal de Trânsito do Município, Waldir Jukowski, a equipe de planejamento está estudando onde irá implantar mais alguns quilômetros nos trechos que mais houver necessidade. Atualmente, apenas na Perimetral, do ponto em que a Rua Clementina Lona Costa (União da Vitória) vira Rua Célio Luis Waldraff (Porto União), até o 5º Batalhão de Engenharia e Combate Blindado (5º BEC Bld), bem como o trecho próximo à Área Industrial do Município são servidos por trechos exclusivos para tráfego de ciclistas.
Consciente de que somente com educação de trânsito isso pode mudar, diz que a Prefeitura Municipal de Porto União faz o possível para investir em campanhas, em parceria com o Governo Federal, com a Polícia Militar e com as escolas. “O que falta é só conscientização, pois a sinalização que consta no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é perfeita. Se todos obedecessem às leis, a convivência no trânsito seria ótima”, constata. Em União da Vitória, que fica na região Sul do Paraná, com 51.352 habitantes, não há um controle de quilometragem nem da localização exata das ciclovias existentes no município, as informações são desencontradas. Há dois ou três trechos, sendo um mais longo e os outros dois curtos, de locais para trânsito específico de ciclistas. A ciclovia mais longa é a mais conhecida, e vai desde a Ponte Machado da Costa até o bairro São Sebastião. Os dois municípios iniciaram, este ano, um processo de municipalização do trânsito, tendo como principal destaque, primeiramente, a regulamentação dos estacionamentos. Os dirigentes de trânsito das duas cidades concordam que é lento, e apenas campanhas educativas que podem mudar o panorama atual de desrespeito às leis. “Além do trânsito tem que mudar o comportamento das pessoas, a educação”, argumenta Rosicler Menegath Martinuv, do Setor de Eventos da Prefeitura Municipal de União da Vitória. A Diretora de Trânsito do Município, Lindamir Varella, alerta que a situação do ciclista é delicada, pois ele dirige um veículo frágil, e por esse motivo deveria ser mais cuidadoso no trânsito. “A legislação básica é andar na mão de direção. A bicicleta é um veículo, mas na verdade eles não respeitam, acham que podem tudo. Não tem como multar, parar, prender. É uma situação complicada. E que eles não percebem é que estão colocando em risco a segurança deles, pois apesar de ser um veículo, a bicicleta é totalmente frágil, a pessoa pode cair e bater a cabeça, quebrar a perna e até morrer, em decorrência desses descuidos“, observa. Por isso, o Conselho Municipal de Trânsito tem projeto para criar uma escola de trânsito que, segundo Varella, será colocado em prática no próximo ano. Segundo ela, esse é um projeto muito grande de educação. “A gente vai trazer todas as crianças dos bairros para terem aulas de trânsito nessa escola que, na verdade, é uma minicidade com sistema viário adaptado para aulas práticas de trânsito”, conta. Varella justifica que este ano, o município está trabalhando com a conscientização dos motociclistas, pois é um tema que está sendo abordado nacionalmente, mas que a próxima etapa é fazer uma campanha voltada para os ciclistas.
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