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Aperfeiçoando a adaptação de Macmillan, o alemão Philipp Moritz Fischer e o francês Pierre Michaux optaram por acoplar pedais à roda dianteira e o novo veículo ficou conhecido como velocípede. Entre 1852 e 1853, Fischer, de Oberndorf, ajustou pedais às rodas dianteiras, por meio de uma manivela, para uso particular. Esse invento facilitou suas viagens diárias à escola técnica de Schweinfurt, onde dava aulas. Fischer abriu caminho para o velocípede de Michaux, que entre 1855 e 1861, com a ajuda do filho de 14 anos, adaptou pedais na roda dianteira do velocípede, que passou a ser fabricado com quadro de metal e freio na roda traseira. O inventor teve sucesso na produção do veículo e criou a primeira fábrica do gênero do mundo. Marcelo Duarte, no Livro das Invenções diz que mesmo com uma estrutura rígida, de madeira e ferro, que ganhou o apelido de “chacoalha ossos”, ela foi um sucesso. “No primeiro ano foram produzidas 142 máquinas, mas por volta de 1865, eles estavam fabricando cerca de 400 por ano”, conta. A Companhia Michaux foi criada em 1875, contava com 200 operários e cada bicicleta era vendida, na época, por 450 francos, quantia considerada exorbitante. Nessa época, um operário da fábrica de Michaux, chamado Pierre Lallemant, foi para os Estados Unidos, registrou o invento em seu nome e instalou uma nova fábrica. A fábrica não vingou, mas foi assim que o velocípede foi ganhando o mundo. A prefeitura de Paris criou, em 1862, caminhos especiais nos parques para os velocípedes, para que não se misturassem com as charretes e carroças. Assim foram criadas as primeiras ciclovias, para melhorar a segurança nas ruas da cidade. Os raios de aço foram introduzidos nas rodas da bicicleta pelo inglês Madison, em 1867, melhorando sua resistência. Nessa época, os velocípedes já eram fabricados em metal, com rodas de borracha e dianteira maior. Um mecanismo com rodas dianteiras altas foi uma tentativa de aumentar a distância percorrida a cada giro dos pedais. A partir daí passou a ser chamada de bicicleta, e esse formato persistiu até o final do século 19. Esse novo modelo permitia velocidades maiores e maior conforto. “Os longos raios da roda dianteira auxiliavam, juntamente com os pneus compactos de borracha, a diminuir as sacudidas causadas pelas estradas de terra ou paralelepípedos. O aumento, porém, fez surgir máquinas perigosas: os ciclistas perdiam completamente o contato com o solo enquanto estavam pedalando”, conta o texto da revista brasileira de design, arquitetura e interiores Arc Design. Em 1868 realizou-se a primeira corrida ciclística da história de Paris e da Europa, nas categorias feminino e masculino. Nessa época, a bicicleta se tornou um fenômeno social. Aumentam as escolas para aprender a utilizar o artefato que conquistou a classe média. Na década de 1870 é que foi criada a bicicleta segura, com rodas do mesmo tamanho, e para substituir a velocidade que a roda dianteira maior proporcionava, iniciou-se o desenvolvimento de uma corrente para transmitir o movimento. A invenção dessa nova máquina foi patenteada por Henry John Lawson, em 1876. “Os pedais acionam um prato dentado de um diâmetro maior que o pinhão acoplado à roda, ambos unidos por uma corrente transmissora de movimento. Assim, uma volta do prato supõe várias voltas da roda, dependendo da relação de tamanho entre ambos”, explica um texto do site do clube ciclístico espanhol Sinllel-BTT, de Daimiel.
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