Um anjo sentado sobre uma viga que foi identificada com a forma de um cavalo marinho apoiado sobre duas rodas foi visto no vitral de uma pequena igreja, em 1642, na região de Stoke Poges, em Buckinghamshire, Inglaterra. O profissional de Educação Física, Luiz Carlos de Moraes, faz uma interessante comparação desse fato com as imagens de santos, já vistas várias vezes em vidros manchados ou em reflexos luminosos, que podem ter diversas explicações, de acordo com a fé do vidente, sob a luz da religião ou da ciência. Contudo, não se sabe se essa história é realmente de um veículo utilizado na época ou se é imaginação de quem viu.
Entre os séculos 15 e 16, diversos veículos de duas e quatro rodas foram criados, com mecanismos de corrente, alavanca e outros dispositivos, mas eram pesados e complicados. Além de a maior parte não seguir princípios básicos da física e outros tantos serem imitações de máquinas já existentes, há relatos de que os usuários tinham tombos freqüentes, estragavam roupas e calçados.
Existe no Deutsches Museum, de Munique, na Alemanha, um protótipo chamado bicicleta de Kassler, de 1761. Com esse fato, a discussão sobre a “paternidade” do invento continua. A Alemanha diz que a bicicleta foi criada lá, enquanto os franceses afirmam que a peça encontrada nesse museu alemão foi exportada da França. Contudo, estranhamente, parece que a bicicleta involuiu, pois o esboço de Da Vinci, do século 15, tinha pedal e guidão, enquanto a tal bicicleta que tem sua criação disputada pelos dois países não tinha nem um dos dois itens.
Quanto mais se pesquisa sobre o assunto, mais suposições a respeito se encontram. Uma dessas suposições dá conta de que os antigos egípcios e babilônicos já conheciam esse meio de locomoção, ou pelo menos já idealizavam nos seus hieróglifos a figura de um veículo de duas rodas com uma barra sobreposta. Mas isso é muito difícil de precisar, como tudo nas histórias da origem da bicicleta. 
draisiana de Kassler |