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Sua idade não importa, o triatleta mais idoso de União da Vitória e Porto União, tem uma aura de adolescente, tamanha disposição com que enfrenta a vida e procura desafios. Ele se diz um “piazão” e não se considera velho, a não ser pela aparência, os cabelos brancos. “Eu treino assim, às vezes, 10 horas durante o dia. Quase todos os dias eu faço cerca de 10 horas de exercícios, pois o fato de estar me mexendo, trabalhando aqui na loja, já considero um exercício”, conta. Ele não pára nem com as pernas quietas enquanto está sentado e diz que sua mulher chama sua atenção sobre isso, pois ele não pára quieto nunca. “Alguns, quando treinam demais, ficam com over training, né... ficam com problema de panturrilha, unha encravada, disso e daquilo. Sempre aparece algum problema, em pessoas que treinam muito. Mas o meu problema, único e exclusivo é o joelho. Além de algumas dores musculares, que eu tinha até os 58/60 anos, mas agora não tenho mais nada”, conta. Coincidentemente, foi quando ele começou a praticar ciclismo e triatlon (60 anos) que ele melhorou fisicamente. Segundo ele, devido aos exercícios. “O meu coração é fora de série. Uma coisa assim meio absurda até, né”, afirma. Segundo o profissional de Educação Física, que publicou o livro Ciclismo pela Editora Sprint, Ricardo Torres de Oliveira, antes da Segunda Guerra Mundial os corredores do Tour de France morriam velhos enquanto a média de vida no País era de 46 anos. Porém, o dopping, quando surgiu, possibilitou que a velocidade aumentasse, mas com isso a média de vida entre os atletas diminuiu. “O dopping falseia o resultado desportivo, afasta os sinais de cansaço, abafa os sinais de alarme fundamentais ao organismo e permite aumentar a intensidade dos treinamentos. Os artifícios abalam gravemente a saúde, tanto em curto prazo com fraturas e tendinites, como em longo prazo com cânceres ou distúrbios cardíacos”, alerta. No site das Olimpíadas 2004, no Portal UOL, em curiosidades históricas diz que ao lado do levantamento de peso, o ciclismo é o esporte em que mais atletas usam substâncias proibidas para melhorar o rendimento. Já, de acordo com a Agência Mundial Antidopagem (AMA), em reportagem publicada na seção Podium, do site lusitano Público.pt, o ciclismo foi o esporte olímpico que, no ano passado, registrou mais análises antidoping positivas. Segundo essa análise, o beisebol é que vem em segundo. |
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